Adulto também toma vacina
Vacina não é coisa só para crianças. Novas vacinas
vêm sendo desenvolvidas e disponibilizadas para a população,
vacinas que simplesmente não existiam quando os adolescentes, adultos
e idosos de hoje eram crianças. Esta é a maior razão para
que todos fiquem atentos, os responsáveis, os próprios adolescentes
e os adultos para seus calendários específicos, por faixa etária.
Também o segmento da Educação é co-responsável
pela divulgação de informações atualizadas, de qualidade,
e fomento da postura cidadã de prevenir a transmissão de doenças
evitáveis pela vacinação.
As doenças infecciosas são responsáveis pela interrupção
de projetos de vida e podem deixar seqüelas graves. Você que é
responsável por sua vida, e de outros sob sua guarda, procure se informar
a respeito das vacinas que poderia fazer, e da ameaça que as doenças
infecciosas representam para sua saúde.
Novo tipo de vacina para hepatite B
Em artigo publicado no último dia 13, na “Public Library of Science"
("PLOS"), cientistas divulgaram que o teste realizado com a aplicação
de gotas da vacina para a hepatite B administradas pela via intranasal foi um
sucesso. A doença ainda afeta cerca de 400 milhões de pessoas
no mundo todo. A “nanovacina”, assim chamada pelos cientistas, pode
resolver os problemas de armazenamento, conservação e distribuição
da vacina nos países pobres e consiste em gotas com partículas
de menos de 400 nanômetros de diâmetro. Apesar de já existirem
vacinas para a hepatite B, a doença causa aproximadamente um milhão
de mortes por ano, principalmente na África e em regiões em desenvolvimento.
O novo tipo de vacina também reduz o número de aplicações,
que hoje são de três ao longo de seis meses, para apenas duas.
Fonte: Agência EFE
Pandemia da gripe
Cientistas americanos divulgaram no último sábado (16/08), em
artigo na revista “Nature”, sobre o fato de que anticorpos obtidos
de sobreviventes da pandemia da gripe, que matou milhões de pessoas em
todo o mundo em 1918, continuam reagindo ao vírus. Segundo os cientistas,
o sistema imunológico destes indivíduos conserva a cepa do vírus
de 1918 e ainda é capaz de combatê-lo. Os pesquisadores isolaram
anticorpos – linfócitos B - de 32 pessoas, nascidas em 1915, ou
antes, que sobreviveram à pandemia, e descobriram que mesmo depois de
93 anos esses anticorpos ainda são capazes de neutralizar o vírus.
Fonte: Agência EFE
Prevenção:
Responsável por inflamações nas articulações,
causando edema, dor, e deformações progressivas e debilitantes,
a artrite reumatóide, que é uma doença de comprometimento
imunológico, aflige milhares de pessoas no mundo. Cientistas britânicos
estão tentando desenvolver uma vacina, usando as células sangüíneas
dos próprios pacientes, que reduziria os efeitos causados pela doença.
Apesar do estudo ainda estar no início, os cientistas estão otimistas
quanto a uma eficaz atuação da vacina. Duas semanas após
a injeção eles farão biópsias para avaliar se houve
a resposta esperada. Com isso, esperam também descobrir se a vacina teria
eficácia quando aplicada diretamente na articulação.
Fonte: Nursing in Practice – Agosto 2008
Doenças infecciosas
Esperança para vacina
Uma mulher portadora do vírus da Aids, há pelo menos 10 anos,
pode ser a esperança para a descoberta de uma vacina contra a doença.
A mulher foi contaminada pelo marido e nunca apresentou sintomas da Aids. Enquanto
seu marido tem que tomar coquetéis para inibir a doença ela é
capaz de fazer isso naturalmente.
A mulher é chamada de “supressora de elite” e estudos das
suas células imunológicas começaram a oferecer pistas sobre
como seu corpo atua.
- Esta é a melhor prova até agora de que os supressores de elite
podem ter vírus plenamente patogênicos ativos. A sensação
inicial era de que eles tinham um vírus defeituoso – disse Joel
Blankson, diretor do estudo.
A principal diferença, segundo Joel, está no sistema imunológico
da mulher, onde as células-T CD8, além de enfraquecer, impedem
a replicação do vírus em até 90%, já no marido
a célula só consegue conter cerca de 30%.
Fonte: Agência EFE
Informativo n° 2008.08.004