O mundo não está mais na fase 6 do alerta de Influenza Pandêmica. Estamos agora mudando para o período pós- pandêmico.
Esta decisão foi tomada tendo como base a reunião do Comitê de Emergência da OMS que avaliou a situação global e os relatórios de alguns países que estão agora vivenciando influenza.
Ao entrarmos no período pós- pandêmico não significa que o H1N1 foi embora. Baseados na experiência de pandemias passadas, espera-se que o vírus adote depois de algum tempo o comportamento do vírus da influenza sazonal e que continue a circular ainda por alguns anos.
Neste período pós- pandêmico, surtos localizados de diferentes magnitudes podem mostrar níveis significantes de transmissão. É o que está acontecendo atualmente na Nova Zelândia. Globalmente os níveis e padrões da transmissão de H1N1 diferem significativamente do que foi observado durante a pandemia. Surtos fora da estação não têm sido notificados em ambos os hemisférios (norte e sul). Os surtos de H1N1 tem tido intensidade similar aos produzidos nas epidemias de influenza sazonal.
No período pandêmico o H1N1 era predominante, agora muitos países estão notificando uma mistura de vírus influenza como se vê na influenza sazonal.
Estudos recentes têm mostrado que 20 a 40% das populações foram infectadas pelo H1N1 e isso representa algum nível de proteção. Muitos países tiveram boa cobertura vacinal principalmente em grupos de alto risco e esta cobertura aumenta a imunidade da comunidade.
A continuação da vigilância é extremamente importante.
Baseado em evidências e experiências de outras pandemias é esperado que o vírus continue a causar doença grave em grupos de idade jovem , principalmente no período imediato pós pandêmico.
Uma pequena proporção de pessoas infectadas durante a pandemia desenvolveu uma forma grave de pneumonia viral primária de difícil tratamento que não é típico da influenza sazonal. Não se sabe quando este padrão vai mudar. Durante o período pós- pandêmico é preciso enfatizar a necessidade de vigilância epidemiológica e laboratorial do vírus da influenza com maior apuro.
A OMS avisa que casos e surtos locais de H1N1 podem continuar a ocorrer e em alguns locais estes surtos podem ter um impacto substancial na comunidade.
Fonte: Organização Mundial da Saúde
Tudo que você queria saber sobre a Gripe A (H1N1). Tire suas dúvidas aqui
Circulam boatos na internet tentando inviabilizar a campanha de vacina com falsas informações que foram se propagando e influenciando até médicos a não indicarem a vacina.
Veja abaixo alguns exemplos de boatos falsamente atribuídos às vacinas contra influenza
1- Que a OMS não deveria ter declarado pandemia, pois, se trata de uma gripe comum semelhante a sazonal. Vários estudos mostram a gravidade do comprometimento pulmonar nesta nova gripe, bem maior do que na gripe sazonal e o comprometimento de faixas etárias diferentes. Os casos graves ocorrem mais na criança menor de 2 anos, no adulto jovem, nas gestantes e em indivíduos com doença crônica em qualquer idade, bem diferente da influenza sazonal nos quais os casos graves ocorrem mais em idosos, geralmente associado a doença crônica pré-existente.
2-Que a vacina foi aprovada rapidamente sem realização de testes - Havia uma preocupação grande com a 2ª onda da pandemia nos países do hemisfério norte e por isso a aprovação foi rápida, porém baseada em testes realizados pelos laboratórios produtores e outros. Tecnicamente a produção da vacina H1N1 não é diferente da produção da vacina sazonal, que sofre reformulação a cada ano de acordo com novas cepas circulantes.
3-Que a vacina estava sendo produzida a partir de células de animais -São utilizados para a produção da vacina A (H1N1) ovos embrionados, da mesma maneira como é produzida a vacina sazonal. Não se usam células animais.
4-Que a vacina não é segura nem tem boa eficácia - inúmeros estudos vêm sendo feitos evidenciando a eficácia e a segurança da vacina e publicados em revistas confiáveis como o The Lancet e o New England.. À medida que vai se disseminando a utilização da vacina para mais países, vai crescendo o número de estudos.
Na Cidade do Rio de Janeiro foram aplicadas de 8/3 até 25/3, 92.798 doses da vacina e foram notificados 58 eventos adversos (0,10%). Os mais comuns foram dor de cabeça, dor muscular, febre menor que 39ºC, diarréia, náuseas, sintomas estes que duram de 24 a 48 h e desaparecem espontaneamente. Eventos locais mais freqüentes- dor e inchação.
5- Que o Timerosal teria um efeito nocivo. O timerosal é um conservante utilizado em algumas vacinas, inclusive nas vacinas H1N1. O mercúrio que faz parte do timerosal é o etilmercúrio, que não se acumula no organismo humano, por ser metabolizado rapidamente. A forma tóxica do mercúrio é o metil mercúrio, não incluído nas vacinas.
A segurança do timerosal foi revisada inúmeras vezes, concluindo-se por sua inocuidade, e por isso ainda é usado em vacinas, aplicadas inclusive em gestantes
6- Adjuvante teria efeito nocivo: O adjuvante tem a funçaõ de aumentar o poder imunogênicao da vacina. O adjuvante utilizado nas vacinas H1N1 é o esqualeno, que é um óleo produzido por plantas e presente em muitos alimentos. Também é produzido pelo corpo humano, sendo um precursor do colesterol. Vacinas contra influenza contendo esse adjuvante são utilizadas há muitos anos, com aplicação de milhões de doses e o perfil de segurança tem se mostrado adequado.
É recomendado o uso da Vacina A H1N1 para proteger a população contra a provável segunda onda de influenza que deve ocorrer nos meses de inverno. Pelos estudos já realizados e pelo número enorme de vacinados em todo o mundo e reações adversas otificadas até a data atual, concluímos que a vacina tem boa eficácia e é segura.
. Duvidas mais frequentes sobre a Vacina contra Gripe A (H1N1)
Essa vacina é indicada para todas as pessoas ou somente aquelas que se encontram nos grupos de risco?
-A vacina pode ser utilizada para todas as pessoas e certamente traz o benefício da imunidade para o H1N1. O que foi observado nos 214 países onde o vírus circula é que as pessoas que têm mais tendência a fazer formas graves de gripe por H1N1, podendo até evoluir para o óbito, são as mulheres grávidas, as crianças menores de 2 anos, o adulto jovem na faixa etária de 20 a 39 anos mesmo saudáveis, pessoas de qualquer faixa etária que tenham uma doença crônica como os cardiopatas, os diabéticos, os imunodeprimidos (HIV, câncer, leucemia, uso de medicamento imunodepressor- corticóides, quimioterapia etc.), os neuropatas, os renais crônicos e outros.
Ficou definido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) que os países adotariam o esquema de priorizar os grupos de risco, possibilitando a produção e distribuição para um número enorme de países. O Brasil, país continental, tem um programa de vacinação gratuita. O Ministério da Saúde compra as vacinas e distribui para todo o país. A meta é vacinar 90 milhões de pessoas. A vacina é cara e o quantitativo necessário é muito grande e assim como outros países, o Brasil adotou o esquema de vacinação de grupos de risco.
As Clínicas de Vacinação da rede privada estão adquirindo dos laboratórios produtores uma vacina que contempla os vírus da gripe comum e o H1N1 e que pode ser aplicada para todas as faixas etárias sem restrição.
. A vacina H1N1 dói ? Após a vacina o braço pode ficar dolorido?
- É comum uma reação local com inchação e dor que tende a desaparecer espontaneamente a partir do 3º ou 4°dia. O uso de compressas geladas dá um certo alívio e no caso de dor mais forte pode ser usado um antitérmico tipo paracetamol ou dipirona. Se o local apresentar sinais inflamatórios, como vermelhidão e calor, deve ser procurada assistência médica, pois um erro de técnica pode resultar na formação de um abcesso. Esta ocorrência é muito rara e pode acontecer com a aplicação de qualquer vacina ou medicamento injetável.
. Se a pessoa estiver febril ou algum tipo de virose, ela pode se vacinar?- É melhor adiar e fazer a vacina quando já estiver bem.
. Quais são os efeitos colaterais da vacina?- Os efeitos colaterais locais como dor e inchação são os mais frequentes.
Também são observados efeitos colaterais sistêmicos. Os mais frequentes são dor de cabeça, febre abaixo de 39°C, dor muscular, durando em torno de 48 h. A incidência desses efeitos é baixa (menos de 0,1% das pessoas vacinadas).
. Pessoas da terceira idade podem tomar esta vacina junto com a da gripe tradicional? Há alguma contraindicação?- Os idosos que têm alguma doença crônica podem e devem tomar as duas vacinas concomitantemente. Os idosos saudáveis fazem somente a vacina H1N1. As contraindicações são as mesmas para todas as faixas etárias e para as duas vacinas. São as seguintes: 1-pessoas que já tomaram uma dose anterior e tiveram uma reação anafilática (urticária forte, edema de glote, choque anafilático); 2- pessoas que têm alergia ao ovo; 3- pessoas com quadro infeccioso agudo (viroses, infecções bacterianas, gastroenterite) devem adiar e utilizar a vacina quando já estiverem bem.
. As pessoas que não se encontram nos grupos de risco poderão tomar a vacina no Posto de Saúde?Não. Na rede pública a vacina só está sendo oferecida para os grupos de risco.
.Qual é o grau de eficiência dessa vacina?- A eficiência desta vacina é muito boa , ficando entre 90 a 95% de proteção nos adultos com uma só dose e nas crianças após duas doses. Vários estudos publicados em revistas muito bem conceituadas, como New England e The Lancet e realizados com um número significativo de pessoas após receberem a vacina, demonstram esta boa eficácia.
. Como anda o controle das vacinas nos laboratórios particulares?- A Vigilância Sanitária tem um setor que controla clínicas privadas de uma maneira geral. Todas as clínicas de vacinação são avaliadas por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e a permissão para vacinar depende das condições, físicas e técnicas das mesmas. Na sua grande maioria, as clínicas privadas seguem as recomendações do Programa Nacional de Vacinação do Ministéro da Saúde e as recomendações da OMS.
Outras perguntas que têm sido feitas por telefone , email e pelo blog:
- Posso tomar a vacina junto com outras, como por exemplo a do tétano?R: A vacina contra influenza é uma vacina de vírus inativado e pode ser aplicada com qualquer outra vacina.
- Quantas doses devem ser dadas ao adulto e a criança?
R: O adulto fica imunizado com apenas uma dose de 0,5 ml; a criança menor de 2 anos necessita de 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 30 dias; a criança de 3 a 8anos 11 meses e 29 dias necessita de 2 doses de o,5 ml com intervalo de 30 dias.
- O idoso deve tomar as 2 vacinas, isto é, a da gripe comum e a H1N1?
R: O idoso saudável deve tomar apenas a vacina da gripe comum e o idoso com doença crônica deve tomar as duas.
- Se a criança atrasar a 1ª dose, ela deve ser repetida e 1 mês depois fazer uma 2ª dose?
R: Não, a 1ª dose não perde o efeito mesmo atrasando. Ela só necessita tomar a 2ª dose.
- É proibido o uso de bebida alcoólica após o uso da vacina?
R: Não, mas para seu bem estar geral nunca abuse de bebidas alóólicas. Use com moderação
A cobertura vacinal contra a gripe A (H1N1) dos profissionais de saúde tem sido abaixo do programado no Brasil e também na maioria dos países, segundo o Grupo Consultor Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS, que, em reunião extraordinária, reforçou a recomendação de imunização deste grupo como prioridade máxima a fim de impedir o comprometimento da estrutura de assistência a saúde.
A vacinação contra a gripe, além de prover benefício direto à saúde de médicos e enfermeiros, beneficia de forma inquestionável os seus pacientes, principalmente aqueles pertencentes aos grupos de maior risco de complicação da gripe.
Há alguns anos a Organização Mundial da Saúde vem alertando o mundo sobre a proximidade de uma nova Pandemia de Gripe.
Apesar das Pandemias serem eventos raros, eles são altamente temidos, uma vez que se disseminam rapidamente por todos os países e causam um aumento abrupto e significativo da mortalidade.
O momento exato e a severidade de uma Pandemia não podem ser previstos, mas as Pandemias anteriores resultaram em dezenas de milhões de mortes. Como a experiência com a SARS demonstrou claramente, a primeira Pandemia de Gripe do século 21 pode apresentar conseqüências econômicas e sociais que vão muito além do impacto absoluto na saúde.
Para orientar os governos, empresas, escolas, a área de saúde e as comunidades, famílias e indivíduos a se prepararem para a próxima Pandemia de Gripe, a OMS, o CDC e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA desenvolveram “Planos” contendo roteiros específicos, elaborados em 2006, quando o surto de gripe aviária representou forte ameaça ao início de uma Pandemia.
Com base nestas recomendações, a Prophylaxis® está disponibilizando o “Manual de Planejamento Pré-Pandemico” para indivíduos e famílias, que pode ser baixado gratuitamente.
As ações de planejamento, associadas às ações de higiene, são armas poderosas e devem ser do conhecimento de todos.
1. Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe pandêmica A (H1N1) - Rede Pública:
O Ministério da Saúde inicia no dia 08/03 a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe Pandêmica A (H1N1), com o objetivo de:
Manter o funcionamento dos serviços de saúde envolvidos na resposta à pandemia;
Diminuir o risco de doença e mortes associadas à influenza pandêmica nos grupos mais afetados durante a 1ª. onda.
Estratégia: A vacinação será realizada em 4 etapas, visando os grupos prioritários: aqueles que apresentam o maior risco de desenvolver formas graves da doença e de morrer. Os critérios para definição dos públicos prioritários levaram em conta as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados epidemiológicos observados na primeira onda da pandemia no Brasil e a experiência dos países do Hemisfério Norte. Ao todo, haverá vacinas disponíveis para 91 milhões de pessoas e a expectativa é vacinar pelo menos 80% desse público.
Etapas da Vacinação na Rede Pública:
Vacina utilizada: a Rede Pública brasileira utilizará nesta campanha a vacina isolada contra a gripe pandêmica.
OBS) Este ano (2010), a Rede Pública no Brasil realizará a “Campanha de Vacinação contra a gripe sazonal” em paralelo à vacinação contra a gripe pandêmica, utilizando uma vacina separada, somente para idosos a partir de 60 anos de idade.
2. Vacinação contra a Gripe Pandêmica a (H1N1) na Rede Privada:
Vacina utilizada: A Rede Privada receberá este ano (2010) uma vacina combinada contra gripe, aprovada pela OMS, contendo: 2 cepas da gripe sazonal + cepa pandêmica (H1N1).
Composição da vacina combinada contra a gripe:
A/California/7/2009 NYMC X-179A
A/Wisconsin/15/2009 NYMC x-183
B/Brisbane/60/2008
Os fabricantes Sanofi Pasteur e Solvay foram os únicos que já confirmaram a comercialização no Brasil desta vacina na Rede privada brasileira. Pelo que sabemos até o momento, a vacina combinada contra a gripe será a única vacina a ser comercializada na rede privada brasileira este ano.
Indicação de uso: A vacina está indicada para o uso a partir dos 6 meses de idade, sem limite ou restrição de faixa etária. As gestantes são prioridade para vacinação.
Previsão de chegada da vacina combinada contra a gripe: abril / 2010.
A vacina pandêmica (H1N1) não protege contra a gripe sazonal.
Como a vacina contra a gripe sazonal em uso no momento no hemisfério norte (estação 2009/2010) também não contém a cepa pandêmica, a recomendação vigente é a vacinação simultânea contra a gripe pandêmica e a gripe sazonal.
As vacinas contra a gripe pandêmica e sazonal podem e devem ser dadas no mesmo dia. A vacina inativada contra a gripe pandêmica também pode se administrada simultaneamente a outras vacinas injetáveis (em locais distintos) do Calendário Vacinal.
Para o hemisfério sul, aguardamos para o início do ano de 2010 a chegada de uma vacina mista (contendo 2 cepas da gripe sazonal e a cepa pandêmica A/California/7/2009).
» Quem deve se vacinar
Apesar da produção ininterrupta das vacinas pandêmicas, a demanda ainda supera a oferta em vários países.
A recomendação vigente ainda leva portanto em consideração a vacinação prioritária dos grupos que estão mais expostos (por motivos profissionais) ou que apresentam maior risco de complicações.
Grupos em ordem de prioridade para vacinação:
profissionais da área de saúde
gestantes
crianças a partir de 6 meses portadoras de doenças crônicas
adultos saudáveis de 15 – 49 anos de idade
adultos saudáveis de 50 – 64 anos de idade
adultos saudáveis a partir dos 65 anos de idade
» Quem não deve se vacinar
Pessoas com alergia grave a ovo de galinha ou a qualquer outra substância contida na vacina não devem ser vacinadas.
Pessoas com história de reação grave à vacina contra a gripe
Pessoas com história de Síndrome de Guillain-Barrè 6 semanas após vacinação contra a gripe
Crianças abaixo de 6 meses de idade
Pessoas com alguma doença aguda (contra-indicação temporária)
RECOMENDAÇÕES DA OMS AOS VIAJANTES
27 de novembro de 2009, GENEBRA (OMS)
É seguro viajar?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrições a viagens relacionadas à gripe pandêmica (H1N1) 2009. Mas alerta que, se a pessoa estiver doente, é mais prudente retardar a viagem.
O vírus da gripe pandêmica já se espalhou por todo o mundo. Não existe razão científica para se retardar viagens internacionais com o intuito de se reduzir a disseminação da doença. A resposta global de saúde pública está atualmente concentrada em minimizar o impacto do vírus através da adoção de ações preventivas eficazes, de um acesso mais igualitário a um atendimento médico apropriado e da ajuda aos países à medida que preparam e implementam os seus planos de saúde pública.
Pesquisas científicas baseadas em modelos matemáticos mostram que a restrição às viagens teria um benefício limitado ou inexistente em frear a disseminação da doença. Registros históricos de pandemias de gripe passadas, assim como a experiência com a SARS, validam esta posição.
Atenção: Viajantes que adoeçam no retorno devem contactar o sistema de saúde local.
A OMS recomenda o rastreamento nos pontos de entrada e saída dos países para detectar a presença de viajantes doentes?
Não. A OMS não acredita que este tipo de rastreamento vá reduzir a disseminação desta doença.
Entretanto, as medidas adotadas por cada país para responder a um risco de saúde pública devem ser decididas pelas autoridades nacionais, sob as regulamentações internacionais de saúde (2005).
Os países que adotam medidas que interferem significativamente com o tráfego internacional (Ex: retardando passageiros de companhias aéreas por mais de 24 horas ou se recusando a permitir a entrada ou a partida de um passageiro em um determinado país) devem fornecer à OMS os motivos e as evidências que justificam a adoção destas medidas.
Os passageiros devem sempre ser tratados com dignidade e respeito, de acordo com os direitos humanos.
Como eu posso me proteger da gripe pandêmica durante a viagem?
Os viajantes podem se proteger (e a terceiros) através da adoção de medidas preventivas simples que se aplicam não só durante a viagem mas também na vida diária:
- Mantenha distância de uma pessoa que está tossindo e/ou espirrando.
- Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz.
- Lave as mãos com água e sabão frequentemente e evite tocar os olhos e a boca.
- Não viaje se estiver doente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recebeu informação de 16 dos 40 países que já estão conduzindo campanhas nacionais de vacinação contra a gripe pandêmica (A / H1N1). Com base nestas informações, a OMS estima que 80 milhões de doses da vacina já tenham sido distribuídas e em torno de 65 milhões de pessoas já tenham sido vacinadas. As campanhas nacionais de vacinação começaram na Austrália e na República Popular da China, no final de setembro.
As campanhas de vacinação em curso, para a proteção contra a gripe pandêmica, estão entre as maiores já registradas na história de diversos países e estes números estão crescendo diariamente. Mediante o imenso número de doses aplicadas, é possível que algumas reações adversas raras (não detectadas durante os testes clínicos) possam ocorrer, ressaltando a necessidade de manutenção rigoroso monitoramento de segurança. Os resultados até o momento têm sido encorajadores.
Reações adversas comuns
Conforme antecipado, as reações mais comumente relatadas têm sido: inchaço, vermelhidão e dor no local de aplicação da vacina, as quais regridem normalmente de forma espontânea em curto período de tempo após a vacinação.
Sintomas como febre, cefaléia, fadiga e mialgia também foram relatados logo após a vacinação, porém com uma freqüência bem menor e também com resolução espontânea em 48 horas. As reações alérgicas observadas apresentaram freqüência dentro da margem esperada.
Síndrome deGuillain-Barr
Menos de 10 casos suspeitos de Síndrome de Guillain-Barrforam notificados em pessoas vacinadas. Estes números estão em acordo com as taxas normais desta enfermidade, conforme relatado em um estudo recente. Entretanto, todos estes casos estão sendo investigados para se determinar se são eventos randômicos ou se estão de fato associados à vacinação.
A OMS não recebeu nenhuma notificação de evolução fatal entre os casos suspeitos ou confirmados de Síndrome de Guillain-Barrdesde o início das campanhas de vacinação. Todos os casos evoluíram para recuperação. A OMS recomenda o monitoramento ativo e contínuo para a Síndrome de Guillain-Barrè.
Investigações de mortes
Um pequeno número de mortes ocorreu entre as pessoas vacinadas. Todas as mortes, notificadas à OMS, foram prontamente investigadas. Apesar de algumas investigações ainda estarem em curso, os resultados das investigações finalizadas excluíram qualquer relação direta da vacina pandêmica como causa de morte.
Na China, por exemplo, onde mais de 11 milhões de doses da vacina pandêmica já foram administradas, as autoridades de saúde informaram à OMS sobre 15 casos de reações adversas graves e 2 mortes que ocorreram após a vacinação. A investigação destas mortes, incluindo uma revisão dos resultados da autópsia, determinou que condições clínicas subjacentes foram a causa da morte e não a vacina.
Perfil de segurança das diferentes vacinas
As campanhas de vacinação em curso estão utilizando vacinas inativadas sem adjuvante, vacinas inativadas com adjuvante e vacinas contendo vírus vivo atenuado. Nenhuma diferença no perfil de segurança, com relação às reações adversas graves entre as diferentes vacinas, foi detectado até o presente momento.
Apesar da continuidade do intenso monitoramento sobre a segurança das vacinas pandêmicas, todos os dados compilados até agora indicam que as vacinas pandêmicas se equiparam ao excelente perfil de segurança das vacinas sazonais contra a gripe, que têm sido usadas há mais de 60 anos.
O FDA (Food and Drug Administration) americano anunciou dia 15/09/2009 a aprovação de 4 vacinas contra a Gripe A (H1N1) 2009. As vacinas serão distribuídas nos EUA logo após a disponibilização dos 1ºs. lotes, o que é esperado dentro das próximas 4 semanas.
As vacinas contra a gripe pandêmica são produzidas pelos laboratórios CSL Limited (australiano), MedImmne LLC, Novartis Vaccines and Diagnostic Limited e Sanofi Pasteur Inc., que estão utilizando os mesmos processos de manufatura (de segurança comprovada) das vacinas contra a gripe sazonal.
Baseado em testes preliminares com adultos, as vacinas contra a Gripe A (H1N1) 2009 induzem uma boa resposta imune na maioria dos adultos saudáveis 8 a 10 dias após uma única dose, como ocorre com a vacina contra gripe sazonal. Estudos clínicos ainda em desenvolvimento fornecerão informações sobre a dosagem ideal a ser utilizada nas crianças.
Do mesmo modo que as vacinas contra a Gripe sazonal, as vacinas contra a Gripe A (H1N1) 2009 estão sendo produzidas em formulações com e sem timerosal. Pessoas com alergia grave a ovo de galinha ou a qualquer outra substância contida na vacina não devem ser vacinadas. Espera-se que as reações adversas às vacinas contra a Gripe pandêmica sejam similares às das vacinas contra a gripe sazonal.
Vacinas contra a gripe sazonal (estação 2009/2010 hemisfério norte) já se encontram disponíveis nos EUA e devem ser utilizadas, independente da vacinação contra a gripe pandêmica.
O que é o vírus influenza A (H1N1)?
Este é um novo vírus influenza que nunca circulou antes entre os humanos. Este vírus não é relacionado aos vírus humanos da gripe sazonal.
Como as pessoas se infectam com este novo vírus?
O vírus A (H1N1) é transmitido de pessoa-a-pessoa. Ele é transmitido tão facilmente quanto o vírus da gripe sazonal e a contaminação pode ocorrer através da inalação de gotículas expelidas através da tosse ou do espirro de pessoas infectadas ou do contato com superfícies contaminadas com estas secreções (através do ato de levar a mão à boca, nariz ou olhos).
Para prevenir a transmissão, as pessoas doentes devem:
- cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar (de preferência com papel descartável)
- permanecer em casa enquanto estiverem doentes
- lavar as mãos regularmente
- manter distância das pessoas saudáveis, na medida do possível
Não existem evidências de pessoas que estejam adoecendo pela exposição a porcos ou outros animais.
O local de origem do vírus é desconhecido.
Quais são os sinais e sintomas da infecção?
Os sinais da Gripe A (H1N1) são semelhantes aos da gripe sazonal e incluem febre, tosse, dor-de-cabeça, dor muscular e articular, dor-de-garganta e congestionamento nasal, podendo ainda haver vômito e diarréia.
Por que a Gripe A preocupa tanto quando centenas de milhares de pessoas morrem todos os anos da Gripe Sazonal?
Apesar de todos os anos surgirem novas cepas do vírus influenza responsáveis por surtos anuais de Gripe Sazonal, um grande número de pessoas apresenta alguma imunidade às cepas circulantes na população humana e este fato ajuda a limitar a transmissão da doença. O uso regular da vacina contra a Gripe Sazonal por diversos países também contribui para reduzir a incidência da doença e o número de mortes decorrentes.
O vírus influenza A (H1N1) é um vírus novo na espécie humana e a grande maioria das pessoas não têm nenhuma imunidade prévia, o que possibilita causar um número significativamente maior de infecções quando comparado ao vírus da Gripe Sazonal. A OMS está trabalhando junto com as indústrias produtoras de vacinas para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra a Gripe A segura e eficaz mas a estimativa é que ainda leve alguns meses até ser disponibilizada para a população.
O vírus A (H1N1) parece ser tão contagioso quanto o vírus da Gripe Sazonal mas está se espalhando mais rapidamente principalmente entre a população jovem (dos 10 aos 45 anos de idade). A severidade da doença varia de sintomas leves a graves que podem resultar em morte. A maioria das pessoas infectadas apresentam sintomas leves e se recuperam totalmente sem tratamento específico ou hospitalização. Nos casos mais graves, mais da metade das pessoas hospitalizadas apresentam alguma doença subjacente ou imunosupressão.
A maioria das pessoas apresenta doença leve e se recupera em casa. Quando procurar assistência médica?
Uma pessoa deve procurar assistência médica caso apresente falta de ar, dificuldade para respirar ou febre por mais de 3 dias. Os pais de crianças doentes devem procurar ajuda caso a criança apresente respiração acelerada, febre contínua ou convulsão.
Os cuidados caseiros – descanso, ingestão de bastante líquido e uso de analgésicos – são suficientes na maioria das vezes.
Fase 6 é a Pandemia já instalada, de acordo com a definição da OMS.
E com relação à severidade?
Neste momento, a OMS considera a severidade global da Pandemia moderada.
Esta avaliação significa que:
A maioria das pessoas se recupera da infecção sem a necessidade de hospitalização ou atendimento médico.
De um modo geral, os níveis nacionais de doença severa pela Gripe A (H1N1) parecem similares aos observados durante períodos de Gripe sazonal, embora altos níveis de doença tenham ocorrido em algumas localidades e instituições.
De uma maneira geral, os hospitais e os sistemas de saúde na maioria dos países têm sido capazes de enfrentar o número de pessoas que tem necessitado de atendimento.
A OMS está preocupada com o padrão atual de doença grave e mortes que têm ocorrido principalmente entre jovens, incluindo pessoas previamente saudáveis e pessoas com condições médicas pré-existentes ou gravidez.
Surtos alargados da doença ainda não foram notificados em vários países e o panorama completo da doença ainda não é completamente conhecido.
A OMS espera que a severidade da Pandemia mude com o tempo?
A severidade de uma Pandemia pode mudar com o tempo e pode também variar de acordo com a localidade ou a população.
O estreito monitoramento da doença e a troca regular de informações entre a OMS e seus estados-membros durante o período da Pandemia é essencial para se determinar a evolução de sua severidade.
Avaliações futuras de severidade irão refletir um ou uma combinação dos seguintes fatores:
mutações do vírus
vulnerabilidades subjacentes
limitações da capacidade dos sistemas de saúde
A Pandemia ainda está no início de sua evolução e vários países ainda não foram substancialmente afetados.
Mais informações: http://www.who.int/csr/disease/swineflu/frequently_asked_questions/about_disease/en/
O que a OMS está fazendo em resposta à Pandemia?
A OMS continua a ajudar a todos os países a responderem à esta situação. O mundo não pode baixar a guarda e a OMS deve ajudar o mundo a permanecer e a se tornar melhor preparado.
As principais formas de ajuda da OMS aos países são através de: orientação técnica, suporte de materiais e treinamento de pessoal da área de saúde.
A principal preocupação da OMS é fortalecer o sistema de saúde em países com menos recursos. Os sistemas de saúde têm que ser capazes de prevenir, detectar, tratar e mitigar os casos de doença associados ao H1N1.
A OMS também está trabalhando no sentido de fazer estoques de medicamentos (como antivirais e antibióticos) e eventualmente uma vacina pandêmica mais acessível e menos dispendiosa para os países em desenvolvimento.
Os antivirais e as vacinas desempenham importantes papéis no tratamento e na prevenção da Gripe, respectivamente. Entretanto, os estoques atuais de antivirais não devem atender à demanda. A OMS está trabalhando junto aos laboratórios fabricantes para acelerar o desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz, mas ainda deve levar alguns meses para uma vcaina estar disponível no mercado.
Logo, um uso racional dos recursos atuais é essencial. E os medicamentos são apenas parte da resposta. A OMS também está implantando kits diagnósticos, medicamentos, máscaras e luvas nos serviços de saúde além de equipes treinadas de especialistas e técnicos para ajudar os países a responderem a epidemias locais.
Um pandemia leva às autoridades nacionais a trabalharem para implementar planos preparatórios, identificar com o máximo de eficiência os casos e minimizar os casos de doença grave e mortes através de tratamento adequado.
O objetivo é reduzir o impacto da pandemia na sociedade.
O que eu posso fazer neste momento?
Manter-se informado. Procure fontes confiáveis de informação, incluindo o Ministério da Saúde nacional, para se informar sobre o que você pode fazer para se proteger.
A OMS não está recomendando restrição às viagens nem tão pouco tem evidências de risco sobre o consumo de carne de porco cozida.
Uma pesquisa conduzida pelos EUA e publicada em 29/07/09 na revistaThe Lancet (1) chamou atenção para um risco aumentado de doença grave e fatal em mulheres grávidas quando infectadas pelo vírus pandêmico H1N1.
Vários países com transmissão alargada do vírus pandêmico apresentam dados similares com relação às grávidas, particularmente durante o 2º. e 3º. trimestre da gestação. Um risco aumentado de morte fetal e aborto espontâneo também tem sido notificado.
Risco aumentado nas gestantes
Evidências de pandemias anteriores reforçam a conclusão de que mulheres grávidas representam um grupo de altíssimo risco na Pandemia vigente.
Apesar das gestantes também apresentarem um risco maior durante a estação da gripe sazonal, o risco aumentou muito durante esta Pandemia, que continua a atingir um grupo de pessoas predominantemente jovem.
A OMS enfatiza a recomendação de que, em áreas onde a infecção pelo H1N1 é disseminada, as gestantes, assim como a classe médica, estejam alertas aos sintomas de gripe.
Recomendações de tratamento
O tratamento com a droga anti-viral Oseltamivir (Tamiflu) deve ser iniciado o mais precocemente possível após o aparecimento dos sintomas. Como os benefícios do Oseltamivir são maiores quando administrado nas primeiras 48h do início dos sintomas, os médicos devem iniciar o tratamento imediatamente e não esperar o resultado de exames laboratorais.
Os benefícios clínicos do tratamento com o Oseltamivir incluem redução do risco de desenvolvimento de pneumonia (uma das causas mais freqüentes de morte nas pessoa infectadas) e hospitalização.
A OMS também recomenda que, assim que a vacina pandêmica esteja disponível, as autoridades de saúde priorizem a vacinação das gestantes.
Sinais de gravidade em todos os infectados
Em todo o mundo, a maioria dos pacientes infectados com o vírus pandêmico continua a apresentar sintomas leves e se recupera totalmente em aproximadamente 1 semana, mesmo sem qualquer tratamento específico. Até o momento, o monitoramento do vírus pandêmico não detectou nenhuma evidência de mudança na sua capacidade de infectar ou causar doença grave.
Além das grávidas, outros grupos também apresentam um maior risco de desenvolver doença grave ou fatal, que incluem as pessoas com doenças subjacentes (principalmente doença pulmonar crônica - incluindo asma, doença cardiovascular, diabetes e imunosupressão). Estudos preliminares também consideram a obesidade extrema um fator de risco para doença grave.
Dentro deste panorama, um pequeno grupo de pessoas jovens, normalmente abaixo dos 50 anos de idade, tem apresentado rápida progressão para doença grave e frequentemente fatal, caracterizada por pneumonia severa com destruição de tecido pulmonar e falência múltipla de órgãos. Nenhum fator de predisposição neste grupo para este tipo de evolução da doença foi até o momento identificado.
Os médicos, pacientes e todos os envolvidos nos cuidados de pessoas infectadas devem ficar alertas aos sinais de perigo que podem evidenciar um agravamento da doença. Como a evolução pode ser bastante rápida, atendimento médico deve ser providenciado assim que um dos seguintes sintomas surgir em uma pessoa com infecção pelo H1N1 confirmada ou suspeita:
falta de ar, durante atividade física ou repouso
dificuldade em respirar
coloração azulada da pele
catarro colorido ou com sangue
dor no peito
alteração do estado mental
febre alta persistente por 3 dias
baixa pressão arterial
Nas crianças, os sinais de perigo incluem respiração acelerada ou dificuldade em respirar, perda de atenção, dificuldade em caminhar de pé e diminuição ou perda do desejo de brincar.
Obrigatoriedade de notificação da infecção pelo H1N1
Mudanças nos requisitos de notificação da infecção pelo vírus (H1N1) da pandemia 2009
16 de julho de 2009 | GENEBRA
Com a evolução da Pandemia 2009, os dados necessários para a avaliação de risco, tanto nos países afetados como em um nível global, estão também mudando.
Neste momento, uma disseminação maior da pandemia dentro dos países afetados e para novos países é considerada inevitável.
Esta suposição é amplamente apoiada na experiência passada. A pandemia de gripe de 2009 se espalhou internacionalmente com uma velocidade sem precedentes. Em pandemias anteriores, os vírus Influenza levaram mais de 6 meses para atingir um grau de disseminação igual ao que o atual vírus H1N1 atingiu em menos de 6 semanas.
O aumento do número de casos em vários países com transmissão comunitária sustentada está tornando extremamente difícil, se não impossível, a confirmação dos casos através de teste laboratorial. Além disso, a contagem de casos individuais não é mais essencial nestes países para se monitorar o nível ou a natureza do risco colocado pelo vírus pandêmico ou para guiar a implementação das medidas de resposta mais apropriadas.
Monitoramento ainda necessário
Esta pandemia tem apresentado como característica, até o momento, a presença de sintomas leves na maioria das pessoa infectadas, as quais normalmente se recuperam mesmo sem tratamento médico em uma semana do aparecimento do sintomas. Entretanto, ainda há uma necessidade em todos os países de estreito monitoramento dos eventos não usuais, como grupos de casos de doença severa ou fatal, grupos de casos de doença respiratória necessitando de hospitalização ou padrões não explicados ou incomuns associados aos casos mais graves ou fatais.
Outros sinais potenciais de mudança no atual padrão prevalente inclui mudanças inesperadas, incomuns ou significativas nos padrões de transmissão. Sinais de alerta incluem picos de absenteísmo em escolas e locais de trabalho ou um padrão de doença mais grave, como sugere um aumento no número de atendimentos à emergência.
De um modo geral, indicações de que os serviços de saúde têm apresentado dificuldade em lidar com os casos atendidos significa que este sistema encontra-se sob stress mas também pode ser um sinal de aumento do no. de casos ou de um agravamento da situação local.
Uma estratégia que se concentra na detecção, na confirmação laboratorial e na investigação de todos os casos, incluindo aqueles considerados brandos, é extremamente dispendiosa de recursos. Em alguns países, esta estratégia está absorvendo a maior parte da capacidade laboratorial e de resposta nacional, deixando uma pequena fração desta capacidade para o monitoramento e a investigação dos casos graves e excepcionais.
Atualizações regulares dos países recém atingidos
Por todas estas razões, a OMS não vai mais publicar a tabela contendo o no. de casos confirmados em todos os países. Entretanto, como parte do esforço continuado em se documentar a disseminação global da pandemia H1N1, atualizações regulares serão disponibilizadas descrevendo a situação nos países recém atingidos. A OMS vai continuar a solicitar que estes países notifiquem os primeiros casos confirmados e, na medida do possível, forneçam uma contagem semanal de casos agregados e uma descrição da epidemiológia dos casos mais recentes.
Para os países que já estão vivenciando uma transmissão comunitária ampliada, o foco das atividades de vigilância muda para a notificação dos indicadores estabelecidos para o monitoramento da atividade da gripe sazonal. Estes países não precisam mais enviar notificações regulares dos casos confirmados laboratorialmente à OMS.
O monitoramento das características virológicas do vírus pandêmico será importante durante toda a pandemia e alguns países já têm prontos sistemas de vigilância laboratorial bem definidos para o monitoramento da gripe sazonal. Mesmo nos países com capacidade laboratorial limitada, a OMS recomenda que a avaliação virológica inicial seja seguida pela testagem de pelo menos 10 amostras por semana de modo a se confirmar que a atividade da doença é devida ao vírus pandêmico e para monitorar mudanças no vírus que possam ser importantes para o gerenciamento dos casos e desenvolvimento da vacina.
O Grupo Assessor Estratégico de Especialistas em Imunização enfatizou a importância da equidade entre os países no acesso às vacinas desenvolvidas em resposta à Pandemia 2009 (H1N1). Após o encontro em Genebra, o Grupo elaborou recomendações relacionadas à produção, uso e avaliação das vacinas pandêmicas.
Mais informações - http://www.who.int/csr/disease/swineflu/notes/h1n1_vaccine_20090713/en/
Identificados vírus resistentes ao oseltamivir (Tamiflu)
8 de julho de 2009 | GENEBRA
A OMS foi informada por autoridades de saúde da Dinamarca, do Japão e da Região Administrativa de Hong Kong (China) sobre o surgimento de cepas do H1N1 resistentes ao anti-viral oseltamivir (conhecido como Tamiflu), baseado em testes laboratoriais.
Estes vírus foram identificados em 3 pacientes que não apresentaram doença grave e se recuperaram completamente. Investigações não identificaram vírus resistentes nos contactantes próximos destes 3 pacientes. Os vírus resistentes ao oseltamivir permaneciam sensíveis ao zanamivir.
Perto de 1000 vírus pandêmicos H1N1 foram analisados por laboratórios da Rede de Vigilância Global da Gripe para se detectar resistência às drogas. Todos os demais se mostraram sensíveis tanto ao oseltamivir quanto ao zanamivir. A OMS e seus colaboradores vão continuar a monitorar a resistência dos vírus às drogas.
Com base nestas informações a OMS conclui que estes casos de resistência à droga parecem representar casos esporádicos. Neste momento, não existe nenhuma evidência que indique um aumento no desenvolvimento de resistência do vírus pandêmico H1N1. Baseado nesta avaliação, não há alteração nas orientações de tratamento clínico da OMS. Os antivirais permanecem uma arma fundamental na resposta de saúde pública, quando recomendados.
Sanofi-aventis doou 100 milhões de doses de vacina pandêmica (H1N1) à OMS
Declaração do Diretor Geral da OMS - Dr Margaret Chan
17 de Junho de 2009
"Nós agradecemos este gesto extremamente generoso da Sanofi Pasteur. Um milhão de doses de vacina contra a Gripe Pandêmica H1N1 é um gesto importante e generoso para e em benefício dos países menos desenvolvidos. A OMS vai agora trabalhar para assegurar que esta vacina chegue aos grupos que de outro modo não teriam acesso às vacinas pandêmicas.
É gratificante que fabricantes de vacinas estejam demonstrando sua solidariedade com a OMS em proteger a saúde da população mais pobre do planeta: a Gripe não conhece fronteiras e a proteção da população de um país é a proteção de todos nós.”
Mais informações: http://www.who.int/csr/disease/swineflu/notes/h1n1_vaccine_20090713/en/
O planejamento das empresas é fundamental para proteger a saúde e a segurança de seus funcionários assim como para limitar
o impacto negativo na economia e na sociedade.
De acordo com classificação da OMS, que tem como objetivo informar sobre o nível de ameaça de uma Pandemia de Gripe e
orientar sobre as ações de Planejamento, o mundo está hoje na FASE 3 do PERÍODO DE ALERTA PANDÊMICO, refletindo a infecção
de humanos com um novo subtipo do vírus Influenza (H5N1) mas sem transmissão inter-humana eficaz e sustentada.
Esta fase prevê ações preparatórias específicas, que objetivam minimizar o impacto local da próxima Pandemia.
Nos negócios, este Planejamento envolve ações de Coordenação, Identificação de funções críticas, Estocagem (matéria prima,
alimentos, água, combustível), Alterações de mercado e força de trabalho, Implemento do sistema de comunicação e de medidas de controle de infecção.