No Estado do Pará, em início de agosto de 2010, foram confirmados três casos importados de Sarampo pertencentes ao mesmo núcleo familiar. Os três irmãos não eram vacinados. Segundo análise genética o vírus é similar aos dos surtos registrados na Inglaterra, França, Itália e Holanda.
No Rio Grande do Sul dois irmãos de 11 e 12 anos apresentaram sintomas de sarampo. Eles estiveram com a família em Buenos Aires de 22 a 28 de julho. Neste período, foram confirmados na capital Argentina, três casos de sarampo em pessoas que relataram viagem recente a África do Sul. Os irmãos não foram vacinados por terem alergia a ovo, segundo relato da família.
O Ministério da Saúde considera que são casos isolados, importados e que o Sarampo continua eliminado do território nacional.
O Brasil interrompeu a circulação autóctone do Sarampo no ano 2000. Todos os casos registrados nestes últimos 10 anos são importados. A presença de casos importados é esperada devido ao grande fluxo de pessoas que vem de países onde a doença continua acontecendo, como alguns países da Europa, da Ásia e da África.
A vacinação contra o Sarampo faz parte do calendário de rotina da criança e deve atingir cobertura vacinal de 99%, garantindo assim proteção contra a reintrodução do vírus.
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde/ Ministério da Saúde.
Vacinação contra a Gripe Pandêmica e Sazonal - 2010
Rio de Janeiro, 06 / 2010 Prezados Colegas e Clientes,
As características desta estação de gripe, no curso da pandemia, são atípicas e sem precedentes. Felizmente não do lado da severidade da Pandemia até o momento, mas certamente pela falta da vacina no mercado privado nacional.
O governo brasileiro fez uma campanha ampla e bem organizada, que foi entretanto direcionada somente aos chamados “grupos de maior risco da população”. Com isto a condição atual de falta da vacina no mercado privado caracteriza-se tecnicamente por um desabastecimento (em inglês shortage), já que a sociedade como um todo não teve livre acesso à vacina, como recomendado pela OMS.
Todos os escolares, adolescentes e adultos das faixas não atendidas pelo governo ainda estão tendo dificuldades em ter acesso à vacina pandêmica e a vacina contra a gripe sazonal (esta só disponível na rede pública a partir de 60 anos).
“Crianças a partir de 06 meses de idade e toda a população devem se vacinar contra a gripe pandêmica e sazonal”
Este cenário extremamente desfavorável e sério, que tem como atores principais a indústria produtora (que não atendeu ao mercado privado brasileiro ou está atendendo com enorme atraso) ainda contribui significativamente para aumentar boatos e temores infundados sobre a segurança das vacinas contra gripe pandêmica e sazonal.
São freqüentes as indagações da população sobre as reações adversas da vacina pandêmica e ainda sobre a segurança e eficácia da aplicação de outras vacinas no mesmo dia que a vacina pandêmica.
Gostaríamos de reiterar que as vacinas pandêmicas se equiparam ao excelente perfil de segurança das vacinas sazonais e que podem e devem ser aplicadas no mesmo dia que outras vacinas do “Calendário Vacinal” de rotina da criança e do Adulto.
Apesar da existência, há mais de 5 décadas, de uma vacina comprovadamente eficaz contra a coqueluche e de um vitorioso “Programa de Vacinação Infantil” desde a década de 70, esta doença ainda surpreende como causa de morte em crianças abaixo de 5 anos.
Estudos das últimas décadas demonstram que atualmente os adolescentes e adultos são as principais fontes de infecção de bebês, principalmente no período que antecede a 1ª dose da vacina tríplice bacteriana (a maioria das hospitalizações, complicações e óbitos ocorre em torno da 6ª. semana de vida).
Deste modo, a estratégia de vacinação atual abrange não só a vacinação das crianças mas também do principal grupo transmissor, ou seja, dos pais, dos adolescentes e dos contatos domiciliares de recém nascidos. Neste contexto, a vacinação das futuras mamães deve ser prioridade, devendo ser oferecida estrategicamente antes da gestação ou no pós-parto imediato.
Na Rede privada, a vacina contra a coqueluche para adultos é disponibilizada através da vacina tríplice bacteriana uso adulto (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular) desde 2002, fazendo parte do “Calendário de Vacinação do Adolescente e do Adulto” recomendado pelo CDC (EUA).
Ref: - Palestra - Dr. Rolando Ulloa Gutierrez, 3º. Simp.
Internacional de Vacinas, SP, 27-29/5/10
CDC, EUA
A Meningite é uma doença infecciosa aguda que pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. A que gera maior preocupação é aquela causada pela bactéria Neisseria meningitidis, mais conhecida como Meningococo, capaz de produzir surtos ou epidemias. Esta bactéria se apresenta sob vários sorogrupos, sendo os mais presentes: A, B, C, W135 e Y.
Modo de tranmissão:
Pessoa a pessoa, por gotículas e secreção da nasofaringe. O meningococo não sobrevive ao ar livre, portanto não permanece no ambiente, no ar ou em objetos. Após 24horas de antibiótico, o paciente com meningite meningocócica não é mais transmissor.
Período de incubação: 2 a 10 dias (média 4 a 5 dias).
Principais sinais e sintomas:
Na fase inicial febre, e como é uma doença que atinge o Sistema Nervoso Central, o paciente também pode apresentar: dor-de-cabeça, vômitos, rigidez de nuca (dificuldade de movimentar a cabeça) e alteração do nível de consciência, podendo ocorrer convulsões.
Podem ainda ocorrer lesões cutâneas, que manifestam-se por pequenos pontos vermelhos ou arroxeados (petéquias) na pele. Significam a presença do meningococo no sangue, quadro muito grave, que evolui com comprometimento de vários órgãos, culminando com choque séptico.
Diagnóstico laboratorial:
Retirada de líquido da espinha (líquor) através de punção lombar e análise do líquor com realização de bacterioscopia, cultura, latex e PCR. Estes 3 últimos exames permitem a identificação do sorogrupo.
Tratamento:
Como é doença grave o paciente deve ser internado e medicado com antibióticos o mais precocemente possível. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, maior a possibilidade de evolução benigna.
Quimioprofilaxia:
Pessoas quetêm contato íntimo com o doente devem ser medicadas com um antibiótico específico, cuja principal finalidade é eliminar o meningococo do portador são (pessoa que não tem a doença mas possui a bactéria na garganta e é o principal transmissor da doença).
Vacinas:
Vacina polissacarídica contra os sorogrupos A e C – confere imunidade pouco duradoura e não protege menores de 2 anos. São utilizadas quando ocorrem surtos ou epidemias.
Vacina polissacarídica contra os sorogrupos B e C (cubana) – confere imunidade pouco duradoura e apresenta baixa proteção para menores de 4 anos (acima desta faixa etária apresenta eficácia acima de 70%). É utilizada quando ocorrem surtos ou epidemias.
Vacina anti-menigocócica C conjugada – apresenta alta eficácia e duração de proteção longa. Entretanto confere proteção apenas para o sorogrupo C.
Vacina anti-meningocócica quadrivalente contra os sorogrupos A,C,Y e W 135, conjugada - Não é registrada no Brasil. É a vacina utilizada de rotina nos EUA, como parte do “Calendário de Vacinação do Adolescente”.
Situação epidemiológica:
A doença meningocócica é uma doença de distribuição universal.
No Brasil, grandes epidemias causadas pelos sorogrupos A e C ocorreram em vários estados brasileiros no período de 1972 a 74.
Na segunda metade da década de 80, teve início um aumento do número de casos causados pelo meningococo B, que passou a predominar. As taxas de incidência elevaram-se gradativamente e a de letalidade manteve-se num patamar elevado.
Na década de 90, a epidemia atingiu seu auge no Rio de Janeiro e no ano de 1994 foi realizada uma campanha de vacinação em massa neste estado, em 2 etapas (1ª e 2ª dose), utilizando-se a “vacina polissacarídica B + C” cubana (Vamengoc B-C) para crianças de 6 meses a 13 anos. Em 1995, houve um crescimento rápido do meningoco C, atingindo principalmente a faixa etária de 15 a 19 anos. Foi realizada então outra campanha de vacinação em massa, com a “vacina polissacaridica B + C” para a faixa etária de 14 a 29 anos. No final da década de 90, a meningite menigocócica começou a entrar dentro dos patamares endêmicos e se manteve assim até a data atual.
Gráfico 1 - Mostra uma série histórica da taxa de incidência e de letalidade da Doença Meningocócica no município do Rio de Janeiro. Nota-se importante diminuição da taxa de incidência na 2ª metade da década de 90 e a manutenção da doença em níveis endêmicos até a data atual.
Gráfico 1
Gráfico 2 - Mostra a distribuição dos casos de Doença Meningocócica nos últimos 3 anos. Nota-se um aumento do número de casos nos meses de maio, junho, julho e agosto de 2009 em relação aos mesmos meses em 2007 e 2008.
Gráfico 2
A faixa etária mais atingida continua sendo a de menores de 10 anos.
Gráfico 3
Gráfico 4 -A partir do ano de 2006, foi percebida na cidade do Rio de Janeiro uma mudança no perfil epidemiológico da doença, com um aumento do número de casos causados pelo meningococo C e uma diminuição do número de casos causados pelo meningococo B.
Neste mesmo gráfico, nota-se no ano de 2009 um franco predomínio do meningococo C: aproximadamente 2/3 dos casos sorogrupados neste ano são deste sorogrupo.
Gráfico 4
Recomendação vigente com relação à prevenção da doença:
A vacina anti meningocócica C conjugada tem se mostrado de grande efetividade e já está em uso no Brasil, em clínicas privadas, desde 2002.
É recomendada como parte do “Calendário de Vacinação da Criança” para todas as crianças a partir de 2 meses de idade, podendo ser aplicada em qualquer faixa etária, incluindo adultos.
É inegável o impacto social que a doença meningocócica suscita e, na situação atual, em que se percebe um aumento do número de casos em alguns meses de 2009 com uma alta letalidade e um predomínio absoluto do meningococo C, é recomendada a utilização da vacina anti-meningocócica C de forma extensa para a prevenção desta doença, que é reconhecida pelos órgãos competentes como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.
Linha direta - Sociedade Americana para Adolescentes (SAM)
A Prophylaxis® mantém uma linha direta com a “Sociedade Americana para Adolescentes” (SAM), que nos envia periodicamente atualizações sobre imunizações.
Deliberação da última reunião do ACIP (Comitê Assessor para Práticas de Imunização), de 24-25/02/10:
1. Vacinação anti-pneumocócica:
A Vacina anti-pneumocócica conjugada 13-valente (PCV-13 / Wyeth) foi aprovada pelo FDA para ser utilizada em crianças até os 6 anos de idade.
É indicada também para os adolescentes com condições médicas subjacentes (que apresentam aumento do risco de doença pneumocócica invasiva), devendo ser feita em esquema de dose única (independente do fato de terem tomado a vacina anti-pneumocócica conjugada 7-valente ou a anti-pneumocócica polissacarídica 23-valente anteriormente).
Comentário: Aguardamos o registro da vacina anti-pneumocócica 13-valente no Brasil ainda este ano.
2. Vacinação anti-meningocócica:
O FDA aprovou uma nova vacina anti-meningocócica para uso de rotina em adolescentes de 11-55 anos de idade - vacina anti-meningocócica conjugada A,C,Y e W135 (Menveo / Novartis).
Comentário: No Brasil, o ideal seria termos uma vacina anti-meningocócica conjugada trivalente (contra os sorogrupos B, C, A). Atualmente, as vacinas anti-meningocócicas disponíveis são:
Meningocócica C conjugada
Meningocócica polissacarídica B + C
Meningocócica polissacarídica A + C (indicada somente em surtos da doença)
3. Vacinação anti-Gripal:
A vacinação anual contra a gripe é agora universalmente recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade.
Comentário: No Brasil, a vacinação contra a gripe no ano de 2010 será realizada com 3 vacinas diferentes:
Rede privada: será utilizada uma vacina combinada (contendo 2 cepas da gripe sazonal e a cepa pandêmica H1N1), indicada para uso a partir dos 6 meses de idade.
rede pública: serão utilizadas 2 vacinas – 1 contra a gripe sazonal (contendo 3 cepas) e 1 contra a gripe pandêmica (H1N1) – em campanhas de vacinação separadas para grupos distintos.
4. Vacinação contra o HPV:
Estudos1 comprovam a eficácia e a segurança da vacinação contra o HPV em homens dos 9 aos 26 anos de idade, onde a utilização da vacina quadrivalente contra o HPV (sorotipos 6,11,16,18 - Gardasil / MSD) é altamente eficaz na prevenção da infecção persistente (relacionada às lesões cancerosas e pré-cancerosas de pênis, ânus e oro-faringe) e das verrugas genitais no grupo masculino, com conseqüente redução da transmissão dos sorotipos vacinais aos parceiros sexuais.
Comentários: Aguardamos para breve a liberação no Brasil do uso da vacina quadrivalente contra o HPV (Gardasil / MSD) para mulheres dos 27 aos 45 anos de idade e ainda este ano a liberação para o grupo masculino dos 9 aos 26 anos de idade.
O “Dia Mundial de combate à Raiva” destaca o impacto da raiva humana e animal e promove a prevenção da doença através da informação e da vacinação animal.
A raiva é uma doença infecciosa aguda do sistema nervoso central que afeta praticamente todos os mamíferos, incluindo os humanos. É causada por um rhabdovírus e é normalmente transmitida através da mordedura de animais raivosos, já que o vírus se concentra na saliva.
A raiva é uma doença prevenível por vacina mas ainda é um importante problema de saúde pública em vários países da Ásia e da África, apesar de existirem vacinas seguras e eficazes, tanto para humanos como para animais.
Anualmente, 55.000 mortes de pessoas por raiva são notificadas em todo o mundo (uma média de 1 morte a cada 10 minutos), sendo 30-50% das vítimas crianças abaixo dos 15 anos de idade.
Devido à ausência absoluta de um tratamento de sucesso contra a raiva e à natureza terrível de seus sintomas, a vacinação de rotina dos animais domésticos potencialmente transmissores da doença e a vacinação de pessoas expostas ao risco de contrair a raiva é vital.
Animais transmissores da raiva: cão, gato, morcego vampiro, macaco, gambá, lobo, fuinha e raposa.
Mapa de países planejando eventos para o “Dia Mundial de Combate a Raiva”
Viajar é uma atividade que pertence cada vez mais ao dia a dia de todos nós.
Turismo, trabalho, estudos ou outras necessidades nos levam a deslocamentos, seja para as diversas regiões do nosso país ou para outras regiões do mundo, favorecendo extraordinariamente a capacidade de propagação das doenças infecciosas.
Muitas destas doenças são preveníveis por vacinas, entretanto existem várias doenças contra as quais não dispomos de vacinas, sendo necessários outros cuidados preventivos específicos.
O serviço de Medicina de Viagem que a Prophylaxis® está lançando tem a função de proporcionar orientações individuais abrangentes, de acordo com o destino e tipo de viagem, de maneira que este período possa ser bem aproveitado, sem intercorrências desagradáveis.
O serviço foi desenvolvido em parceria com a Dra. Meri Baran, que por nove anos foi Coordenadora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Prophylaxis: Além das vacinas, quais são as precauções que devem ser tomadas antes das viagens?
Dra. Meri Baran: Buscar orientação num serviço de Medicina de Viagem. Ficar bem informado sobre os riscos de adoecer no local de destino. Consultar o dentista. Providenciar a prescrição de óculos ou lentes de contato que pode ser necessária em caso de perda. Se fizer uso de medicações, providenciar uma prescrição do médico assistente, de preferência com o nome do sal ao lado do nome comercial. Fazer uma pequena farmácia com medicações simples, tipo analgésicos, antitérmicos, band-aid, anti histamínicos, descongestionante nasal. Se for para locais onde existe o risco de doenças transmitidas por insetos, levar repelentes adequados e mosquiteiros especiais.
Prophylaxis: Quais as regiões no Brasil que necessitam de mais precauções, e no mundo?Dra. MB: No Brasil, regiões de matas e florestas, principalmente todos os estados da Amazônia Legal - Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Rondônia, parte do Maranhão, Tocantins e Matogrosso. A Febre amarela já atinge alguns locais de regiões como Bahia, Minas Gerais e São Paulo. No mundo, os países pobres e em desenvolvimento são os que mais trazem riscos de doenças, principalmente a África Sub-Saariana e Ásia, embora países do primeiro mundo, como os, EUA também possuam doenças que são transmitidas por insetos, como a Febre do Nilo ocidental.
Prophylaxis: Com que antecedência devem ser feitas as vacinas do viajante?
Dra. MB: Algumas vacinas devem ser dadas em mais de uma dose, por isso é importante que a consulta no serviço de Medicina de Viagem se dê pelo menos em 4 a 8 semanas antes da viagem e no mínimo em 10 a 15 dias (quando só é necessária a vacina contra a Febre amarela).
Prophylaxis: O Serviço de Medicina de Viagem se destina somente aos viajantes ou também aos familiares destes (que não vão viajar)?
Dra. MB: Destina-se ao viajante, mas as orientações muitas vezes podem ser úteis para os demais membros da família, principalmente no que diz respeito às vacinas.
Prophylaxis: Quais são as principais vacinas a serem feitas antes de viagens?
Dra. MB:
- Vacinas habituais: tétano/difteria, vacina tríplice viral (sarampo, rubéola. caxumba), hepatite B, varicela, influenza.
- Vacina obrigatória: Febre amarela (quando indicada).
- Vacinas recomendadas de acordo com o destino: febre tifóide, cólera, poliomielite injetável, anti-meningocócica, raiva. Prophylaxis: Como ter acesso ao Serviço de Medicina de Viagem?
Dra. MB: A pessoa que vai viajar deve ligar para o telefone (21) 2495-1020 e marcar uma consulta, de preferência 4 a 8 semanas antes da viagem e no mínimo de 10 a 15 dias, informando alguns dados de identificação e o destino da viagem.
Vacina não é só para crianças. Novas vacinas vêm sendo desenvolvidas e disponibilizadas para a população, vacinas que simplesmente não existiam quando os adolescentes, adultos e idosos de hoje eram crianças. Esta é a maior razão para que todos fiquem atentos, os responsáveis, os próprios adolescentes e os adultos para seus calendários específicos, por faixa etária.
Também o segmento da Educação é co-responsável pela divulgação de informações atualizadas, de qualidade, e fomento da postura cidadã de prevenir a transmissão de doenças evitáveis pela vacinação.
As doenças infecciosas são responsáveis pela interrupção de projetos de vida e podem deixar seqüelas graves. Você que é responsável por sua vida, e de outros sob sua guarda, procure se informar a respeito das vacinas que poderia fazer, e da ameaça que as doenças infecciosas representam para sua saúde.
Especial Vacina contra HPV. Tudo que você precisa saber antes de se vacinar.
Especial Vacina contra HPV. Tudo que você precisa saber antes de se vacinar.
Já esta à disposição da população a Vacina para a prevenção do Câncer de Colo de Útero causado pelo HPV. No Brasil, a 1ª vacina contra o HPV foi registrada em agosto de 2006 e está disponível no mercado desde janeiro de 2007.
Você sabe o que é HPV?
HPV é a sigla de Papilomavírus Humano - não um, mas uma grande família de vírus responsáveis por diversas doenças, entre elas, o câncer de colo do útero.
Existem mais de 200 subtipos identificados desse vírus, responsáveis por lesões de pele ou mucosa que, na maioria das vezes,regridem espontaneamente.
Os subtipos mais encontrados são o 6 e o 11, que aparecem na forma de verrugas genitais, também chamadas de "crista de galo". Os subtipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58 são considerados de alto risco e responsáveis por tumores malignos, em especial, o câncer de colo do útero.
Formas de contágio Não existe cura para o HPV, apenas tratamento para as doenças que ele causa.
Ao contrário do que se imagina, o HPV não é transmitido somente através das relações sexuais. As lesões de pele (verrugas) causadas pelo HPV em outras partes do corpo também são potencialmente contaminantes através do contato direto. Desse modo, o uso de preservativos protege em torno de 70% a 80% das transmissões.
Apesar do alvo prioritário no lançamento da vacina contra o HPV ter sido o sexo feminino *- dada à maior freqüência e gravidade desta infecção entre as mulheres - os homens também são igualmente infectados e podem desenvolver doenças relacionadas ao HPV, geralmente através de verrugas genitais causadas pelos subtipos 6 e 11. Os subtipos 16 e 18, considerados de alto risco, podem ainda causar o câncer de pênis e de ânus.
Apesar da maioria das mulheres infectadas pelo HPV não desenvolver câncer de colo de útero, o exame preventivo deve ser feito anualmente, pois permite um tratamento precoce das que efetivamente desenvolvem algum tipo de manifestação. Exames como Papanicolau, Colposcopia, Biópsia e Captura Híbrida ajudam a diagnosticar o HPV. Os homens também devem procurar regularmente um serviço médico para checar se têm o vírus.
* A vacina contra o HPV é a 1ª vacina lançada no mercado gênero específica, no caso, somente para o grupo feminino. Como as vacinas são produtos para uso em massa, e só têm impacto na dinâmica de transmissão das doenças infecciosas se usadas amplamente por todos os indivíduos, estudos já estão sendo finalizados sobre o uso desta vacina no sexo masculino. Esperamos para breve a ampliação da autorização de uso dos produtos existentes no mercado pelos órgãos competentes.
VACINA CONTRA A GRIPE – ESTAÇÃO 2009 – Hemisfério Sul
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS SOBRE A GRIPE
Nos países desenvolvidos, os surtos anuais de Gripe atingem cerca de 10-20% da população a cada estação, causando:
doença febril de gravidade variável
hospitalização
morte
Extrapolando a estatística americana para cifras globais, a Gripe atinge anualmente cerca de 1 bilhão de pessoas, com 3-5 milhões de casos graves / 300.000-500.000 mortes
√ Grupos de risco:
Os principais grupos que apresentam aumento na freqüência de complicações da Gripe são:
- Portadores de doenças crônicas: onde os casos mais graves ocorrem principalmente como conseqüência de uma pneumonia viral fulminante ou de uma infecção bacteriana secundária e são facilitados por doenças cardio-pulmonares pré-existentes.
- Extremos de idade: onde o risco é bastante aumentado nas crianças pequenas e nos idosos.
VACINA CONTRA A GRIPE
√ Formulação da Vacina contra a Gripe:
As vacinas contra a Gripe de uso corrente no mercado são preparados de subunidades do vírus inativado da Gripe (vírus Influenza), obtidos em cultura celular em ovos embrionados de galinha.
Como o vírus da Gripe sofre mutações constantes, a composição da vacina deve ser constantemente atualizada, o que é feito pela OMS uma vez por ano para cada hemisfério. Isto significa que
“a cada ano a OMS determina as 3 cepas do vírus Influenza
que vão entrar na composição da vacina para cada hemisfério”
e esta determinação tem que ser seguida por todos os laboratórios fabricantes.
A composição da Vacina contra a Gripe para o ano de 2009 / Hemisfério Sul é:
- Alergia grave (tipo anafilática) à ovo ou a qualquer outro componente da vacina
- História de Síndrome de Guillain-Barrè
√ Eficácia da vacinação contra a Gripe:
- População em geral: Todas as pessoas vacinadas apresentam uma grande diminuição na chance de contraírem a Gripe. Entretanto, como o vírus da Gripe sofre constantemente mutação e a vacina só protege contra 3 cepas do vírus a cada ano, eventualmente uma pessoa vacinada pode desenvolver a doença.
- Grupos de risco: Nestes grupos, a vacina contra a Gripe apresenta uma eficácia significativa e uma excelente relação custo-benefício no que diz respeito à prevenção de complicações associadas à doença, hospitalizações e morte.
A OMS estima que no mundo a população de risco some em torno de 1.2 bilhão de pessoas, sendo:
Adultos acima de 65 anos - 385 milhões
Crianças - 140 milhões
Pessoas com doenças crônicas - 700 milhões
Obs: A capacidade de produção anual da indústria de vacinas é em torno de 350 milhões de doses,
bastante insuficiente para cobrir toda a população de risco.
√ Quem deve se vacinar:
Indicação médica por idade:
- Crianças saudáveis – de 6 meses a 11 anos novidade !
- Adolescentes saudáveis – de 11 a 18 anos de idade
- Adultos saudáveis – a partir dos 50 anos de idade
Indicações médicas por condições clínicas :
- Gestantes (durante a época da gripe)
- Portadores de doenças crônicas: cardio-pulmonares (incluindo asma), metabólicas (diabetes),
disfunção renal ou hepática, hemoglobinopatias e imunocomprometimento (incluinco infecção
pelo HIV).
- Portadores de condições que comprometem a função respiratória (desordens neuro-musculares,
paralisias, epilepsia)
Indicações ocupacionais:
- Profissionais da área de saúde
- Profissionais da área de educação (principalmente de crianças abaixo de 5 anos)
A vacina também é formalmente indicada para todas as pessoas que convivem com os grupos acima
_______________________________________________________
Fonte: OMS – www.who.int
Centro de Prevenção e Controle de Doenças – www.cdc.gov
Em setembro de 2007 o Food & Drug Administration (FDA) aprovou o uso da vacina anti-gripal nasal FluMist (Lab. MedImmune Vaccines, Inc.) para crianças de 2 a 5 anos de idade.
A vacina FluMist, anteriormente liberada somente para uso em crianças saudáveis a partir dos 5 anos de idade até adultos de 49 anos, contém cepas atenuadas do vírus da gripe e é administrada através de spray nasal. Devido à facilidade de administração, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, EUA) espera atingir com a vacina nasal a meta americana de cobertura vacinal contra a gripe na infância.
O Comitê Assessor para Práticas de Imunização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA publicou em novembro de 2006 recomendaçÍes provisórias sobre o uso de uma nova vacina contra Varicela - ZOSTAVAX (ainda em fase de licenciamento nos EUA; produzida pelo Lab. MSD) - desenvolvida para a prevenção do Herpes zoster e da neuralgia pós-herpética em adultos a partir de 60 anos.
Segundo estudos realizados, a faixa etária acima de 60 anos apresenta um risco aumentado de desenvolver o H. zoster (manisfestação secundária de uma infecção prévia pelo vírus da Varicela) e suas complicaçÍes (como a neuralgia pós-herpética) devido ao declínio natural da imunidade contra a Varicela.
A nova vacina contra H. zoster deve ser aprovada para o uso em adultos a partir de 60 anos de idade, com ou sem história prévia de um episódio de Herpes zoster e não deve ser usada como tratamento do Herpes zoster nem em substituição à vacina contra Varicela na infância.
De acordo com recomendação* do Comitê Assessor para Práticas em Imunização (ACIP) do Centro de Prevenção e Controle de DoençasÓ (CDC, EUA), o esquema de vacinação contra a Varicela deve agora conter 2 doses da vacina independente da faixa etária, a saber:
Crianças não vacinadas: - 1». dose: deve ser feita entre 12 e 15 meses de idade
- dose de reforço: deve ser feita entre 4 e 6 anos de idade
Adolescentes / adultos não vacinados: 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
Crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos que receberam apenas 1 dose da vacina: devem receber a dose de reforço o quanto antes (respeitando-se um intervalo mínimo de 30 dias da 1». dose).
Esta alteração na recomendação do esquema de vacinação decorreu da observação de que:
- 15 a 20% das crianças que recebem apenas uma dose da vacina não se imunizam completamente e podem desenvolver a Varicela após o contato com vírus (a Varicela em crianças vacinadas é geralmente branda mas estas crianças podem transmitir a doença a outras pessoas, incluindo adultos).
- Uma œnica dose da vacina tomada na infância pode não conferir proteção na idade adulta, quando a Varicela costuma se apresentar de forma mais severa.
O esquema de vacinação contra a Varicela contendo 2 doses da vacina confere um aumento significativo da proteção contra a doença, quando comparado ao esquema contendo somente 1 dose da vacina.
* publicada no IAC (Immunization Action Coalition) Express # 608
Em junho de 2006 o FDA licenciou nos EUA a vacina Gardasil¨ (Lab. Merck), a primeira vacina desenvolvida para a prevenção do câncer de colo de œtero, les›es genitais pré-cancerosas e verrugas genitais causadas pelo HPV (vírus do papiloma humano).
A vacina foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos de idade e o ACIP (Comitê Assessor para Práticas de Imunização) do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) passou a recomendar a vacinação de rotina para as todas as meninas entre 11 e 12 anos de idade, como parte do Calendário de Vacinação do Adolescente e também do Adulto.
A vacina já foi utilizada em milhares de mulheres em todo o mundo e se mostrou segura e eficaz em proteger contra a infecção causada por quatro tipos do vírus HPV (tipos 6, 11, 16 e 18), incluindo os 2 tipos responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de œtero (tipos 16 e 18).
O câncer cervical é a segunda maior causa de câncer nas mulheres em todo o mundo. Estima-se que a cada ano surjam 470.000 novos casos da doença, com 233.000 mortes associadas.
No Brasil, a vacina contra o HPV foi registrada em agosto de 2006 e está disponível no mercado desde janeiro de 2007.
É importante lembrar que, apesar da vacina ser um grande avanço na prevenção da infecção pelo HPV, ela não substitui outras ações preventivas como o exame preventivo para rastreamento do câncer de colo de útero (Teste de Papanicolau) e as práticas de proteção sexual.
VACINA CONTRA HEPATITE A - AGORA UNIVERSALMENTE RECOMENDADA
De acordo com recomendação do CDC, a vacina contra a Hepatite A é atualmente universalmente recomendada para todas as crianças a partir do 1¼. ano de vida, em um esquema de 2 doses com intervalo mínimo de 6 meses.
Fonte: Departamento de Saœde e Serviços Humanos, Centro de Controle e Prevenção de Doenças, EUA, 2006
Vacina Tríplice Bacteriana entra no Calendário de Vacinação do Adolescente
A vacina tríplice bacteriana acelular - contra Difteria, Tétano e Coqueluche (dTaP) - é agora recomendada pelo CDC como parte integrante do Calendário de Vacinação dos Adolescentes, devendo ser feita entre 11-18 anos de idade (preferencialmente entre 11-12 anos) por todos aqueles que completaram a série básica de vacinação recomendada contra Difteria, Tétano e Coqueluche na infância e que ainda não fizeram a 1». dose da vacina dupla adulto (dT).
Os adolescentes entre 11 - 18 anos de idade que já fizeram a 1». dose da vacina dupla adulto (dT) devem ser encorajados a fazer uma dose da dTaP (com intervalo mínimo de 5 anos da vacina dT).
Os reforços subsequentes devem continuar a ser feitos com a vacina dupla adulto (dT) a cada 10 anos.
Nos EUA existem 2 produtos registrados: a "BOOSTRIX", do Lab. GlaxoSmithKline Biologicals (licenciada em 3 de maio de 2005, para uso somente em adolescentes de 10-18 anos de idade) e a "ADACEL", do Lab. Sanofi Pasteur (llicenciada em 10 de Junho de 2005 para uso dos 11 aos 64 anos de idade).
No Brasil, o único produto registrado é a "REFORTRIX", do Lab. Glaxo SmithKline, licenciada para o uso a partir dos 10 anos de idade.
Em 06/09/2005 a vacina combinada contra o Sarampo, a Caxumba, a Rubéola e a Varicela ("ProQuad", Lab. Merck & Co) foi licenciada pelo FDA, nos EUA, para uso em crianças a partir do 1¼. ano de vida até os 13 anos incompletos.